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Diferencial competitivo da indústria gráfica
 

Mário César de Camargo*
Confiança e credibilidade dos impressos são importantes fatores de competitividade, assim como qualidade, bom atendimento e capacidade de oferecer ao cliente soluções que atendam às suas necessidades.

“A mídia impressa serve de guia para os cidadãos e as autoridades na consecução do bom governo”, disse Alejandro Miró Quesada, presidente da Associação Interamericana de Imprensa (IAPA), em evento na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos. O jornalista peruano acrescentou que, “ao contrário do rádio, da televisão e da Internet, a imprensa escrita proporciona avaliações mais detalhadas das notícias e da realidade”. Sua exposição, embora contextualizada numa análise da relação entre jornalismo e governança na América Latina e no Caribe, suscita interessante reflexão por parte do empresariado gráfico: é fundamental que tenhamos total consciência da força dos conteúdos impressos, não só no segmento editorial, como em todos os que compõem o setor, incluindo as embalagens, catálogos, material promocional e manuais, dentre outros.

A cultura da presente civilização foi construída paulatinamente, durante séculos, com tinta sobre o papel. As pessoas parecem acreditar mais no que lêem, vêem e “tateiam” nos impressos. No livro Interactivity by design - Creating & Communicating with New Media, de Ray Kristof e Amy Satran, os autores observam: “Por causa de sua idade e maturidade, o impresso tem o poder de atribuir credibilidade às informações. Qualquer conteúdo pertencente a um material impresso é rapidamente aceito como verídico. O impresso é um meio de expressão extremamente rico. Livros, revistas ou catálogos apresentam conteúdo organizado para o leitor, através simplesmente de tamanho, formato e layout”.

Neste momento de grandes transformações, o poder da impressão confere peculiar diferencial mercadológico às gráficas. De maneira simultânea à absorção de novas tecnologias e à mescla do digital e do analógico nas plantas industriais, de modo a atender de maneira mais plena às exigências e necessidades do cliente contemporâneo, talvez seja importante um esforço adicional: demonstrar com muita clareza, a quem ainda não percebeu, o valor agregado da credibilidade das mensagens e conteúdos de livros, jornais, revistas, manuais de automóveis e equipamentos eletroeletrônicos, embalagens, folders, cartazes e materiais promocionais, dentre outros produtos.

Valorizar o setor gráfico, contudo, não é ação que se limita a lembrar ao mercado o que o mundo todo já parece saber e reconhecer. Antes de tudo, o próprio parque gráfico deve disseminar, cada vez mais, a consciência estratégica sobre a importância do serviço que presta à sociedade, num processo de reconhecimento tácito ao valor de seu produto e trabalho. Isto implica o cuidado com numerosas questões diretamente ligadas à competitividade, ou seja, significa priorizar qualidade, atendimento e capacidade de oferecer ao cliente soluções que realmente atendam às suas necessidades, o ajudem a conquistar e fidelizar o seu cliente e a garantir o sucesso de seu negócio.

Por outro lado, é imprescindível à valorização do setor gráfico, descartar quaisquer hipóteses de competição predatória, pois aviltar preços para ganhar espaços e contratos esporádicos é o começo do fim de um empreendimento. Também é necessário investir com o devido planejamento, evitar o empirismo na política comercial, desenvolver mecanismos eficazes para a gestão de custos e ter muito foco do lucro. Estes também são requisitos competitivos importantes. O mercado está sempre atento a tudo isto e sabe distinguir as boas e as más práticas.

O filósofo e paleontólogo francês Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955), numa coletânea de textos denominada “O futuro do homem”, observava ser necessário “cuidar de nossa casa” — ou seja, a Terra — para garantir a sobrevivência. De fato, no infinito do Universo, não podemos esperar que alguém mais faça isto por nós. A analogia é extremamente válida para a indústria gráfica. Devemos, nós os gráficos, cuidar dela com o máximo empenho, competência e responsabilidade, pois nossas empresas são os lares que nos dão abrigo seguro no inóspito ambiente econômico deste século. A credibilidade que imprimimos no papel é a principal credencial a legitimar o cumprimento dessa missão de sucesso e sobrevivência.

*Mário César de Camargo, empresário gráfico, administrador de empresas e bacharel em Direito, é presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf).
Fonte: www.abigraf.org.br
 

 

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